Carlos Ari Sundfeld, professor de direto da FGV e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, escreveu para a Folha de S. Paulo, e disse que o “juiz Sergio Moro foi técnico no processo penal em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “
Segundo ele, a “sentença saiu longa e bem elaborada, como esperado, e não deixou muito espaço para uma anulação por falhas apenas formais.”
Para desqualificar a acusação de que fosse o dono do apartamento (o triplex), Lula colocou ênfase no argumento de que não havia qualquer escritura em seu nome.
Sempre foi um argumento frágil, apenas formal, mas fácil de entender e muito útil para a militância.
O juiz no entanto não se impressionou, “até porque corruptos sempre ocultam com terceiros os bens que adquirem com seus crimes. Isso, aliás, é lavagem de dinheiro, outro crime.”
O professor completa dizendo que o último ponto importante da sentença foi o exame da ligação entre o tríplex e o propinoduto –que, a partir de contratos com a Petrobras, teria sido montado pela OAS com o grupo político de Lula.
E finaliza: “Há muitos elementos de prova quanto a isso, segundo a sentença.”
Fonte:https://www.newsatual.com/brilhante-juiz-sergio-moro-nao-deixou-espacos-para-absolvicao-de-lula/

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