Na sabatina de quarta-feira, senadores festejavam cada declaração garantista da subprocuradora-geral Raquel Dodge sobre delação premiada, prisão preventiva, preservação de sigilo e respeito à dignidade humana. De fala mansa e gestos contidos, Raquel dará um cavalo de pau na Lava-Jato a partir de 17 de setembro, quando assumir o cargo? A julgar pela equipe que ela está montando, talvez seja muito cedo para investigados comemorarem a saída de cena do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
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O discurso moderado, bem ao gosto do mundo político, contrasta com o perfil da equipe que a futura procuradora-geral está montando. Entre os nomes cotados para assessoria direta de Raquel na Lava-Jato em Brasília estão os procuradores regionais Raquel Branquinho, José Alfredo e Alexandre Espinosa. O trio fez fama ao comandar as investigações sobre o mensalão e montar a estrutura da denúncia que, mais tarde, levaria à prisão as antigas cúpulas do PT e do Banco Rural, entre outros políticos e executivos.
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