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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Gilmar solta Garotinho

Gilmar Mendes concede habeas corpus e manda soltar Anthony Garotinho
Ministro do Supremo afirma que não há requisitos que justifiquem prisão preventiva do ex-governador do Rio


Brasília, 20/12/2017 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, suspendeu nesta quarta-feira (20) a prisão preventiva do ex-governador Anthony Garotinho (PR), apontado como líder de uma organização criminosa.

Garotinho foi preso em novembro sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. A prisão foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro (MPE-RJ), decretada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, e mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ).
Anthony Garotinho e Rosinha. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A denúncia do MPE afirma que o grupo J&F fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014, derrotada pela de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Os valores não teriam sido declarados em sua prestação de contas. O ex-governador é acusado também de intimidar e extorquir empresários que atuavam em Campos. Garotinho está na Cadeia Pública de Benfica. Sua esposa e ex-governadora Rosinha Garotinho também tinha sido presa, mas saiu no último dia 30. Ela foi beneficiada por uma decisão do TRE-RJ, que acolheu seu habeas corpus e deixou a ex-governadora em liberdade restrita. A decisão, no entanto, não tinha sido estendida a Garotinho.

Em sua decisão, Gilmar Mendes verificou que não há no caso requisitos que justifiquem a prisão preventiva. O ministro alega que o TRE-RJ simplesmente relata o modus operandi dos alegados crimes praticados, “sem indicar, concretamente, nenhuma conduta atual do paciente que revele, minimamente, a tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal”.

Gilmar tomou a decisão de suspender a prisão no primeiro dia do recesso do Judiciário. O relator da ação é o ministro Jorge Mussi, mas cabe ao presidente cuidar dos despachos da Corte Eleitoral durante o recesso.

“Na verdade, o decreto de prisão preventiva, assim como o acórdão regional, busca o que ocorrido no passado (eleições de 2014) para, genericamente, concluir que o paciente em liberdade poderá praticar novos crimes, o que, a meu ver, trata-se de ilação incompatível com a regra constitucional da liberdade de ir e vir de cada cidadão, em decorrência lógica da presunção de inocência”, continua Gilmar em sua decisão.

O ministro também suspendeu a prisão para Thiago Soares de Godoy e Antonio Carlos Rodrigues. (Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura)
Fonte:http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/gilmar-manda-soltar-garotinho/
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Gilmar Mendes manda soltar empresários suspeitos de fraudes na Saúde no Rio

Miguel Iskin e Gustavo Estellita Pessoa foram presos sob suspeita de integrarem esquema de fraudes em licitação durante governo Sérgio Cabral. Ministro determinou medidas cautelares.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta terça-feira (19) os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. Os dois foram presos em abril sob suspeita de integrarem um esquema de fraudes em licitações para a Secretaria Estadual de Saúde, do Rio, durante o governo Sérgio Cabral.

As investigações da Operação Fatura Exposta apontam desvio de pelo menos R$ 300 milhões da saúde do estado entre 2006 e 2017.

A suspeita é que o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes favoreceu a empresa Oscar Iskin, da qual Miguel é sócio, em licitações. Gustavo Estellita é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercial da Oscar Iskin. A empresa é uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio.

Iskin e Pessoa tiveram outros pedidos de liberdade negados no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e no Superior Tribunal de Justiça, que consideraram risco de que eles voltassem a cometer crimes.

Gilmar Mendes substituiu a prisão preventiva por medidas alternativas: proibição de contato com outros investigados; proibição de deixar o país, com entrega de passaportes; e recolhimento em casa à noite e nos fins de semana.

O ministro entendeu que as justificativas apresentadas pelo juiz Marcelo Bretas para decretar as prisões não tinham elementos concretos.

“Entendo que os fundamentos usados pelo magistrado de origem, ao decretar a prisão preventiva em desfavor do paciente, também se revelariam inidôneos para manter a segregação cautelar ora em apreço, visto que a referida prisão preventiva da mesma forma não atendeu aos requisitos do art. 312 do CPP, especialmente no que diz respeito à indicação de elementos concretos, os quais, no momento da decretação, fossem imediatamente incidentes a ponto de ensejar o decreto cautelar”, escreveu na decisão.
Fonte:https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/gilmar-mendes-manda-soltar-empresarios-suspeitos-de-fraudes-na-saude-no-rj.ghtml

Gilmar Mendes envia PEC que enfraquece presidente e cria primeiro-ministro no Brasil

Proposta de ministro do STF ganhou carimbo de ‘urgente’ no Senado e, se aprovada, pode vigorar já em 2019. Pelo sistema, presidente escolhe o primeiro-ministro


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado que institui o sistema de semipresidencialismo no Brasil. Pelo texto, o país terá um presidente da República e ganha um primeiro-ministro.
Essa emenda constitucional entra em vigor na data de sua publicação e diz que esse regime de governo será aplicado a partir do primeiro dia do mandato presidencial subsequente, ou seja, já em 2019, se aprovada no Congresso. Desde segunda (18), a proposta está pronta para tramitar, “aguardando leitura”.  No sistema de atividade legislativa do Senado a PEC é apresentada tendo como  autor o "cidadão Gilmar Mendes"

A idade para ocupar esses cargos será de 35 anos. Será da competência do Congresso Nacional julgar as contas prestadas pelo primeiro-ministro e apreciar os relatórios de execução dos planos de governo. Os congressistas terão a tarefa de aprovar o programa de governo apresentado pelo primeiro-ministro, que será indicado pelo presidente da República. Caberá ainda ao Congresso votar moções de confiança ou de desconfiança do premiê. 

A PEC de Gilmar Mendes prevê ainda que os estados, o Distrito Federal e os municípios ficam autorizados a dotar o regime desta emenda. 

No dia 9 de novembro foi enviado um ofício ao Secretário-Geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, por ordem do presidente do Senado, Eunício Oliveira, com a íntegra da PEC de Gilmar Mendes, para que fossem tomadas as "devidas providências".

O ofício, assinado por Jussanan Portela dos Santos, chefe de gabinete, ganhou o carimbo de "urgente", com tarja grande em vermelho.

O texto prevê a criação de um Conselho de Ministros, que terá poderes, de iniciativa de leis complementares e ordinárias. E também poderá, em caso de relevância e urgência, adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional e poderá solicitar urgência na votação de projetos. 

 Vai caber exclusivamente à Câmara autorizar, com dois terços dos votos, a instauração de processo também contra o primeiro-ministro e fazer a tomadas de contas quando ele não as apresentar num prazo de 60 dias da abertura da sessão legislativa. 

Ao Senado, caberá também processar e julgar, além do presidente, como é hoje, o primeiro-ministro por crimes de responsabilidade.

A Constituição não inclui cidadãos comuns, e nem mesmo ministros de tribunais superiores, no artigo de quem está autorizado a apresentar emenda ao texto. Quem pode: o presidente da República; um terço dos integrantes da Câmara - 171, no caso -; um terço dos senadores - 27, nessa Casa -; mais da metade das Assembleias Legislativas do país, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria de seus deputados
Fomtes:http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/gilmar-mendes-envia-pec-que-enfraquece-presidente-e-cria-primeiro-ministro-no-brasil-apg1azn2yoqiomt296bxfa506

Liminar de Gilmar Mendes, do STF, impede condução coercitiva

Decisão proíbe polícia de levar investigados para depor sem que eles tenham sido convocados com antecedência.

O ministro do Supremo Tribunal FederalGilmar Mendes concedeu uma liminar que proíbe a polícia de levar investigados para depor de maneira obrigatória. A Lava Jato recorreu a esse instrumento chamado condução coercitiva mais de 200 vezes para ouvir depoimentos.

A condução coercitiva é uma medida autorizada por lei há 76 anos. Está no Código Penal e permite que a polícias Civil e Federal levem suspeitos, de forma obrigatória, para que eles prestem depoimento.

A condução coercitiva é alvo de questionamentos desde 2016. Primeiro, do Partido dos Trabalhadores, em abril de 2016, um mês após o ex-presidente Lula ter sido alvo de condução coercitiva na Lava Jato. O PT pediu ao STF que declarasse que a coercitiva é incompatível com a Constituição, porque fere a liberdade individual.

Em março de 2017, a Ordem dos Advogados do Brasil questionou o Supremo. A OAB considerou que as coercitivas violam o direito de não se incriminar, e isso, para a OAB, fere a Constituição.

Em resposta a essas duas ações, o ministro Gilmar Mendes decidiu proibir as conduções coercitivas para interrogatórios. O ministro alegou que a condução coercitiva para interrogatório representa uma restrição da liberdade de locomoção e da presunção de não culpabilidade, para obrigar a presença em um ato ao qual o investigado não é obrigado a comparecer. Daí sua incompatibilidade com a Constituição.

O ministro também entendeu que o investigado é “claramente tratado como culpado”. O ministro Gilmar Mendes considerou que o assunto merecia urgência e decidiu sozinho. A decisão é liminar, tem caráter imediato, mas temporário. A palavra definitiva será do plenário do Supremo, que só vai voltar ao assunto em 2018.

O ex-ministro do Supremo Carlos Velloso defendeu a suspensão das coercitivas. “Conduzir coercitivamente um cidadão, um indivíduo, uma pessoa perante a autoridade sem que essa pessoa tenha recebido intimação prévia, sem que o acusado tenha conhecimento de que ele é acusado, isto é ilegal”, disse. 

Nas duas ações os cinco órgãos consultados foram a favor das conduções coercitivas, ou seja, tiveram visão contrária à do ministro. E isso está reproduzido na decisão: “A Câmara entendeu que o interrogatório é meio de defesa; a presidência da República considerou que a condução coercitiva é compatível com a Constituição”.

O Senado entendeu que a condução não viola o direito à não autoincriminação, na medida em que a prerrogativa de manter-se em silêncio seja respeitada. A Advocacia-Geral da União também considerou a medida constitucional. A Procuradoria-Geral da República, à época comandada por Rodrigo Janot, discordou do pedido de suspensão das conduções coercitivas.

Investigadores dizem que as coercitivas são essenciais, mesmo quando os investigados não foram intimados anteriormente. Juristas e investigadores ouvidos pelo Jornal Nacional entendem que isso evita que eles combinem versões e destruam provas, o que poderia acontecer se o depoimento fosse agendado.

Além disso, há investigadores que entendem que as conduções coercitivas vinham sendo usadas como meio de substituir as prisões temporárias, aquelas de inicialmente cinco dias, e que o possível efeito prático disso é aumentar o número de pedidos de prisões temporárias.

A associação que representa os delegados da Polícia Federal explica porque a condução coercitiva é necessária para a investigação.

“Os delegados pedem uma condução coercitiva desse investigado para que ele não atrapalhe a coleta de provas no dia da deflagração da operação, que é feita em vários endereços. Então o investigado que não fosse conduzido, poderia atrapalhar a investigação”, explicou o presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, Edvandir Feliz de Paiva.

O promotor e professor de Direito Antonio Suxberger defende a importância das conduções coercitivas.

“A condução coercitiva do investigado em investigações de grande complexidade, ela foi uma construção feita para se evitar o uso abusivo de prisão temporária e, ao se proibir de maneira geral sem considerar as peculiaridades caso a caso em que ela ocorra, pode se ter um efeito deletério de se retornar à determinação de prisões temporárias para essas investigações de maior complexidade”, declarou

Gilmar Mendes concede prisão domiciliar a Adriana Ancelmo

TRF 2 havia determinado, em novembro, que Adriana Ancelmo fosse transferida da prisão domiciliar 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu segunda-feira (18 ) que a ex-primeira dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo deve voltar a cumprir prisão domiciliar. O ministro atendeu a um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Adriana.

Em novembro, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou que a ex-primeira-dama fosse transferida para o regime fechado. Antes da decisão, ela cumpria medida cautelar de recolhimento domiciliar em seu apartamento no Leblon, zona sul do Rio, por ter filhos menores de idade.

Prisão

Adriana Ancelmo está presa na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde também está preso seu marido, o ex-governador Sérgio Cabral, e outros políticos do Rio de Janeiro. Ela foi condenada a mais de 18 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Calicute, da Polícia Federal, um desdobramento da Lava Jato, que investiga desvio de recursos públicos em obras realizadas pelo governo fluminense com empreiteiras no estado do Rio de Janeiro
Fonte:http://radiojornal.ne10.uol.com.br/noticia/2017/12/18/gilmar-mendes-concede-prisao-domiciliar-a-adriana-ancelmo-57686

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Governo de PE chama de 'espetacularização negativa' operação da PF

A PF faz nesta quinta uma megaoperação contra fraudes em recursos para enchentes em Pernambuco

O Governo de Pernambuco lançou nota sobre a Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (9) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos do governo Estadual. A gestão estadual classificou a operação como "processo de espetacularização negativa das atividades de controle da atuação pública" e disse ser desproporcional a operação realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O governo aparentemente ainda não dispõe de todas as informações e afirma que vai voltar a se pronunciar em breve.

"O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial", argumenta o governo, no texto.

De acordo com os investigadores, verba pública destinada para a reconstrução de cidades arrasadas por fortes chuvas no Estado foi desviada por criminosos.

A nota cita, ainda, as obras realizadas pelo governo na Operação Reconstrução, como a Barragem de Serro Azul e cinco hospitais, nas cidades de Palmares, Água Preta, Cortês, Barreiros e de Jaqueira, além da entrega de mais de 12 unidades habitacionais e reconstrução de equipamentos como pontes, vias urbanas, muros de arrimo, rodovias e escolas, entre outros.

Confira a íntegra da nota:

Com relação à operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União realizada hoje (09.11) em prédios da Secretaria da Casa Militar do Estado, o Governo de Pernambuco reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização.

A Operação Reconstrução, ocorrida a partir de julho de 2010, envolveu recursos advindos do Estado de Pernambuco e da União, dirigidos ao atendimento emergencial às 120 mil pessoas da Zona da Mata Sul atingidas pela enchente, bem como o trabalho de reconstrução das cidades.

As prestações de contas respectivas foram apresentadas a tempo e modo às autoridades competentes, estaduais e federais. Não foi descumprido nenhum prazo ou foi negada nenhuma informação por parte do Governo de Pernambuco.

Com relação à Operação Prontidão, realizada após a enchente deste ano de 2017, os prazos de prestação de conta ainda estão em curso.

A Operação Reconstrução construiu a Barragem de Serro Azul e cinco hospitais, o Hospital Regional de Palmares, os hospitais municipais de Água Preta, Cortês, Barreiros e de Jaqueira. A Operação Reconstrução também entregou 12.131 mil casas; recuperou ou reconstruiu 71 pontes, recuperou 185 vias urbanas e 28 muros de arrimo em diversos municípios atingidos.

A Operação Reconstrução recuperou, ainda, 63,13 quilômetros de rodovias e 203 quilômetros de estradas vicinais; reconstruiu 29 escolas atingidas, revitalizou a orla de Palmares; recuperou e reconstruiu 123 bueiros e 11 passagens molhadas, promoveu a dragagem do Rio Una e criou a Rede de Monitoramento Hidrometeorológico.

É absolutamente lastimável o processo de espetacularização negativa das atividades de controle da atuação pública. O que assistimos hoje é exemplo da grave prática de buscar criminalizar toda a atuação dos agentes públicos e políticos. Os trabalhos da Operação Reconstrução envolveram grande número de servidores públicos, que realizaram um esforço extraordinário na missão de minimizar o sofrimento que as enchentes causaram à população pernambucana.

É lamentável a operação desproporcional realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial.

Logo que disponha de mais informações, o Governo de Pernambuco voltará a se pronunciar publicamente.
 Paulo Câmara - Governador do Estado de Pernambuco
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
JC Online

Confira os nomes dos alvos na Operação da PF em Pernambuco... "Operação Torrentes"


Foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva contra o ex-comandante da Polícia Militar de Pernambuco, Coronel Carlos D Albuquerque e o coronel Mário Cavalvanti. Outros quatro PMs e cinco empresários foram presos temporariamente

Em entrevista coletiva concedida no final da manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal detalhou a Operação Torrentes, deflagrada  desde as primeiras horas do dia para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. Ao todo 70 mandados judiciais estão sendo cumpridos no estado, sendo 15 de prisões temporárias, 19 de conduções coercitivas e 36 de busca e apreensão. A ação tem como alvos o Palácio Campo das Princesas (sede do governo do estado), o prédio da Vice-Governadoria, no bairro de Santo Amaro, além de imóveis nos bairros da Torre, Graças e Beberibe - todos do Recife - e de Casa Caiada, em Olinda.

Foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva contra militares, inclusive da alta cúpula da corporação: ex-comandante da Polícia Militar de Pernambuco, Coronel Carlos D’Albuquerque, o coronel Mário Cavalvanti, coronel Jair Carneiro Leão, capitão Rolney Feitosa de Souza, PM aposentado Adauto Chaves da Cruz Gouveia Filho, soldado Patrese Pinto e Silva e contra Emmanoel Feliciano Ribeiro. Eles foram conduzidos à sede da PF para prestar esclarecimentos e depois foram liberados.

Outros quatro policiais militares, no entanto, foram presos por força de prisão temporária e, após depoimento, serão levados para o Batalhão da Cavalaria, onde ficarão detidos. São eles: o tenente coronel Laurinaldo Félix do Nascimento, o tenente coronel Fábio Rosendo de Alcântara (secretario executivo defesa civil em 2010), o coronel Roberto Gomes de Melo Filho (coordenador da Operação Reconstrução de 2010) e o tenente coronel aposentado Waldemir José de Araújo.

Empresários

Também foram alvo da operação cinco empresários: Ricardo Padilha, Rogério Fabrício Roque Neiva, Romero Fitipaldi Pontual (da Ceasa) e  Antônio Manuel Andrade Júnior. Ricardo José de Padilha Carício e a esposa foram conduzidos de casa, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em uma viatura da PF, para a sede da corporação, na Avenida Cais do Apolo. Os dois não quiseram falar com a imprensa. Esta não é a primeira vez que Padilha é detido pela PF. No dia 29 de setembro deste ano, o empresário foi detido em uma casa no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, durante a  terceira fase da “Operação Mata Norte”. Ele é dono de uma das empresas investigadas por desvios de verbas públicas da merenda escolar na cidade de Lagoa do Carro, Zona da Mata de Pernambuco.

Em nota, os advogados do empresário Romero Pontual informaram que não houve nenhuma determinação judicial de prisão contra ele, mas uma busca e apreensão de documentos em sua residência. "Ele já prestou depoimento perante a Polícia Federal.Em seu depoimento, esclareceu todos os atos administrativos praticados, bem como sua retidão e regularidade.Maiores esclarecimentos serão prestados quando a defesa tiver acesso à cópia integral do inquérito policial em andamento", diz o documento.

Esquema 

Durante entrevista coletiva, o chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, Renato Madsen, pontuou que o governo federal encaminhou à Casa Militar mais de R$ 450 milhões nos anos de 2010 e 2017 e que parte desses recursos foram desviados por meio de esquema entre empresários e integrantes da Casa Militar, mas não há como mensurar o tamanho do prejuízo aos cofres públicos. "É um grupo de empresas que tinham correlação e atuação em várias cidades. A operação não investigou obras, mas o apoio aos serviços e a hipótese é de que era simulada a compra de algo que já se tinha, muitas vezes fruto de doações. Até o momento não há envolviento de políticos, mas de agentes públicos. Analisamos os contratos celebrados entre o governo do estado e as empresas beneficiadas. A gente analisa fatos, contratos, desvios, se é em um órgão ou no outro, para nós é indiferente. Em alguns casos, o faturamento era de 20% a 30% em cada um dos ítens, o momento é de quantificar. Vamos comparar ouvidas com as buscas, dados bancários e o desvio com favorecimento de algumas empresas. No dia de hoje, na medida em que houve teve a deflagração da operação, os órgãos públicos foram acionados formalmante e estão colaborando. A operação não é contra as pessoas, mas para apurar os fatos. A maioria dos envolvidos é de servidores públicos, mas também empresários", acrescentou Madsen.

Investigação

A Polícia Federal investiga 15 processos licitatórios, entre esses 12 relacionados à Operação Reconstrução (2010) e três relativos à Operação Prontidão (2017), de ajuda às vítimas das enchentes na Mata Sul do estado. O caso começou a ser investigado a partir de uma denúncia pública à Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de desvio de dinheiro no seguimento das duas operações. Na denúncia constavam os nomes de três empresários.

Confira a lista completa

PRESOS E CONDUZIDOS MILITARES:

1. Fábio de Alcântara Rosendo – CEL/PM – Prisão Temporária
2. Laurinaldo Félix do Nascimento – TC/PM – Prisão Temporária;
3. Roberto Gomes de Melo Filho – CEL/PM – Prisão Temporária;
4. Waldemir José Vasconcelos de Araújo – CEL/PM- aposentado – Prisão Temporária;
5. Carlos Alberto de Albuquerque Maranhão Filho – CEL/PM – Condução Coercitiva;
6. Jair Carneiro Leão – CEL/PM – Condução Coercitiva;
7. Rolney Feitosa de Souza – CAP/PM – Condução Coercitiva;
8. Mário Cavalcanti de Albuquerque –CEL/PM – Condução Coercitiva;
9. Adauto Chaves da Cruz Gouveia Filho – PM/PE – aposentado – Condução Coercitiva;
10. Patrese Pinto e Silva – SD/PM – Condução Coercitiva;
11. Emmanoel Feliciano Ribeiro-Condução Coercitiva

CIVIS PRESOS:

1. Antonio Manoel de Andrade Junior- Prisão Temporária;
2. Heverton Soares da Silva- Prisão Temporária;
3. Ítalo Henrique Silva Jaques-Prisão Temporária;
4. Ricardo José de Padilha Carício-Prisão Temporária
5. Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha-Prisão Temporária
6. Roseane Santos de Andrade-Prisão Temporária
7. Daniel Pereira da Costa Lucas-Prisão Temporária
8. Taciana Santos Costa-Prisão Temporária
9. Ricardo Henrique Reis dos Santos-Prisão Temporária
10. João Henrique dos Santos-Prisão Temporária
11. Antonio Trajano da Rocha Neto-Prisão Temporária
12. Karina Carrazzonne Pacífico da Rocha-Condução Coercitiva;
13. Diego César Silva Jaques-Condução Coercitiva
14. Rogério Fabrízio Roque Neiva-Condução Coercitiva
15. Josileide Gomes Neiva-Condução Coercitiva
16. Romero Fittipaldi Pontual- Condução Coercitiva
17. Diego Renato Carneiro de Andrade- Condução Coercitiva
18. Elza Maria José de Santana-Condução Coercitiva
19. Sybelle Maria de Araújo Lima-Condução Coercitiva
20. Wagner Belizário da Silva- Condução Coercitiva
21. Adriana Padilha Carício Montenegro-Condução Coercitiva
22. Tertuliano de Oliveira Montenegro-Condução Coercitiva
23. Mário Cavalcanti de Albuquerque-Condução Coercitiva
24. José Walter Alves Ferreira-Condução Coercitiva
25. Adauto Chaves da Cruz Gouveia Filho-Condução Coercitiva
26. Patrese Pinto e Silva-Condução Coercitiva
27. Tiago Augusto Silva Jaques-Condução Coercitiva (Pará)

EMPRESAS – BUSCAS E APREENSÃO:

1. Casa Militar;
2. CEASA;
3. DTI;
4. FJW;
5. Regente Empresarial;
6. JLPM;
7. DTI Soluções Empresariais/Project Comercial Eireli;
8. Megabag Indústria de Bolsas Ltda;
9. T&R Comercio de Artigos de Confecção Ltda;
10. AM Júnior Comércio de Artigos de Couro Ltda;
11. Escritório de Contabilidade de Elza Maria José de Santana;
12. CODECIPE;
13. Depósito DTI – Soluções empresariais

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2017/11/09/interna_vidaurbana,730201/confira-os-nomes-dos-alvos-da-operacao-da-pf-em-pernambuco.shtml

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PROCURADORIA APONTA 20 ANOS DE ‘OMISSÕES E DESÍDIAS’ DO MINISTÉRIO DA CULTURA

Na denúncia que levou à Justiça Federal contra 32 investigados da Operação Boca Livre – investigação sobre fraudes e desvios de R$ 21 milhões via Lei Rouanet – a Procuradoria aponta vinte anos de “omissões e desídias” do Ministério da Cultura.

“Foram quase duas décadas repletas de aprovações, pelo MinC, de projetos culturais irregulares, marcadas pela ausência de análise da correspondente prestação de contas e da devida e aprofundada fiscalização, em especial, no que toca aos projetos do Grupo Bellini Cultural, cujas prestações de contas, na sua quase totalidade, não restaram concluídas”, assinala a procuradora Karen Louise Kahn, do Ministério Público Federal de São Paulo.

Segundo a Procuradoria, uma organização criminosa se formou no Grupo Bellini para a prática de estelionatos contra a União e falsidade ideológica. Empresas tradicionais se valeram, na condição de patrocinadoras, de parcerias com o Grupo Bellini para alcançar generosos incentivos fiscais.

A Procuradoria dedica um capítulo inteiro ao Ministério da Cultura. “Da omissão na fiscalização pelo Ministério da Cultura e da continuidade delitiva na execução de projetos fraudulentos.”

A denúncia de Karen insere-se em “um contexto de desvirtuamento dos objetivos da Lei Rouanet, os quais, inobstante a regular captação de recursos instituída para a promoção de projetos culturais em nível nacional, deixaram de ser atingidos por conta dos desvios de recursos públicos promovidos por parte dos denunciados, especialmente, a partir dos falsos registros de pagamentos e da pactuação, entre eles, de contrapartidas ilícitas, dentre outras fraudes detectadas”.

A Lei Rouanet, ao instituir o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) teve como escopo a criação de mecanismos para facilitar a arrecadação de recursos, visando a promoção de projetos culturais que difundissem a cultura brasileira, facilitando à toda a sociedade o livre acesso às fontes de cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.

Na dinâmica do processo de aprovação do projeto cultural, a proposta é submetida à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), braço do Ministério da Cultura, que avalia a capacidade técnica do proponente – com atuação há pelo menos dois anos na área cultural -, a viabilidade de execução do projeto, seus custos e, por fim, o atendimento à finalidade da Lei Rouanet.

“Incumbe ao Ministério da Cultura, dentre outras atribuições, a aprovação e fiscalização de projetos culturais, dispensando às empresas patrocinadoras o chamado ‘Incentivo Fiscal’, previsto na Lei Rouanet”, destaca a denúncia de 167 páginas. “No presente caso, porém, foi verificada grave omissão do Ministério da Cultura na efetiva fiscalização dos projetos culturais (Pronacs, Programa Nacional de Apoio à Cultura), no bojo dos quais foram detectadas as fraudes denunciadas.”

A Procuradoria assinala que já em 2011, o Ministério da Cultura “fora fiscalizado pelo Tribunal de Contas da União, que identificou um passivo de 87,94% de Pronacs propostos desde 1992, sem a conclusão da correspondente prestação de contas, e que demandaria cerca de 19 anos para ser efetivada”.

Karen Kahn ressalta que, em 2013, foi constituída uma força-tarefa para a análise das prestações de contas pendentes.

Dentro deste escopo, o Ministério da Cultura fiscalizou 24 projetos do Grupo Bellini Cultural, apresentados no período de 1990 a abril de 2011, “havendo detectado indícios de falsificações nos documentos de comprovação de despesas”.

Tal fato resultou na elaboração da Nota Técnica 01/2013. “Após criar diversos parâmetros para fiscalização, entre 2014 e início 2016, pelos quais somente projetos com captação superior ao valor de R$ 2 milhões seriam submetidos a uma análise financeira completa, o MinC, em 20 de abril de 2016, buscou uma uniformização na análise desse ‘Passivo’, compreendendo as prestações de contas recebidas de 1991 a dezembro de 2011”, segue a acusação formal da Procuradoria.

Nesta linha, aprovou o Manual de Análise de Prestação de Contas Força-Tarefa Passivo, em cumprimento ao Acórdão TCU n.º 1385/2011, “em cujo roteiro o próprio MinC admite que não houve a fiscalização in loco da execução dos projetos”.

“Tal fato revelou a falta de capacidade do Ministério da Cultura em fiscalizá-los, fato este que, facilmente, propiciou o surgimento de associações e organizações criminosas, como a ora denunciada, com desvio de recursos públicos por mais de uma década e em valores que superam a casa dos R$ 21 milhões”, aponta a Procuradoria.

“Somente a partir de tais constatações, que o MinC decidiu por comunicar as diversas irregularidades à Controladoria-Geral da União, solicitando apuração.”

Estas irregularidades, segundo a Procuradoria, consistiram nos seguintes indícios. a) fotos adulteradas, b) comprovantes de bibliotecas adulterados (as quais teriam sido contempladas com livros de acesso ao público, objeto de diversos Pronacs), c) fraudes de documentos e declarações falsas, d) de emissão de notas fiscais inidôneas; f) apresentação de documentos para comprovação que pertenciam a outros Pronacs; g) utilização das mesmas prestadoras de serviços para dispêndios mais substanciais com recursos do Pronac; h) alternância entre as empresas Amazon Books e Solução Cultural na qualidade de proponentes dos projetos e prestadoras de serviços.

Segundo a denúncia, um dos acusados, Felipe Vaz Amorim, do Grupo Bellini, indicou a ausência de fiscalização do Ministério da Cultura, em seu depoimento prestado à Polícia Federal.

“A clara inércia do Ministério da Cultura em apurar devidamente as irregularidades apontadas na denúncia anônima, encaminhada pelo Ministério Público Federal, evidenciou-se, a partir da continuidade na atuação fraudulenta das empresas do grupo (Bellini), não impedindo a perpetuação de suas fraudes, inobstante diversos indícios das fraudes já tivessem vindo à tona, durante o trâmite do procedimento administrativo interno instaurado. que a estrutura administrativa voltada para tal apenas foi criada após o acórdão do Tribunal de Contas da União em que foi determinada a adoção de providências quanto ao estoque de prestações de contas existente”, segue a Procuradoria.

Felipe Amorim declarou que o MinC “não realizava a análise na prestação de contas dos projetos culturais, esclarecendo que no período de 2001 a 2011 acredita que houve a análise de prestação de contas de somente 5 projetos, dentre dezenas, os quais foram aprovados”.

“Somente depois que o MinC recebeu uma denúncia envolvendo o Grupo Bellini é que começaram a ocorrer análise nas prestações de contas”, disse Amorim. “Até 2012, não havia regulamentação específica na forma como as prestações de contas deveriam ser realizadas.”

A procuradora Karen Kahn é enfática. “Foram quase duas décadas repletas de aprovações, pelo MinC, de projetos culturais irregulares, marcadas pela ausência de análise da correspondente prestação de contas e da devida e aprofundada fiscalização, em especial, no que toca aos projetos do Grupo Bellini Cultural, cujas prestações de contas, na sua quase totalidade, não restaram concluídas.”

Segundo a denúncia, a Operação Boca Livre apurou o descumprimento de diversos procedimentos legais que visavam evitar a utilização indevida de recursos públicos, como: a) o princípio da não-concentração por segmento e por beneficiário, previsto no artigo 19, parágrafo 8º da Lei 8313/91; b) a não fiscalização dos projetos durante sua execução, em descumprimento ao artigo 20, caput, da Lei 8313/9113; c) a avaliação final totalmente extemporânea, em dissonância ao disposto no artigo 20, parágrafo 1º da Lei 8313/91.

“Diante da manifesta desídia e omissão do Ministério da Cultura em empreender a devida fiscalização quanto à aprovação dos projetos culturais que lhe foram, à época, apresentados, persistem fortes indícios da prática de prevaricação e possível corrupção por servidores da Secretaria de Fomento e Incentivo a Cultura, muito embora ainda não identificados, circunstâncias essas que permitiram que o Grupo Bellini Cultural continuasse desviando recursos públicos ao longo de quase vinte anos”, acusa a Procuradoria.

“Estes e outros desvios de recursos públicos, com elevados danos ao erário, vieram corroborados pelo referido Relatório de Auditoria n.º 20160011615 elaborado pela Controladoria Geral da União, indicando a necessidade de melhor apuração de responsabilidades, no âmbito civil e administrativo, em especial, envolvendo a atuação omissão ou ilegal de servidores, inclusive, no tocante à aprovação e fiscalização dos projetos culturais junto à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), responsável pela aprovação e fiscalização dos projetos”, argumenta o Ministério Público Federal.

Defesas

O Ministério da Cultura

“Em relação à denúncia realizada nesta segunda-feira (6) pelo Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) de 32 suspeitos de participarem de organização criminosa liderada por Antônio Carlos Bellini, que teria desviado recursos captados via Lei Rouanet para benefício próprio, o Ministério da Cultura esclarece que:

1. O MinC iniciou investigação interna deste caso em 2011, a partir de denúncia recebida pelo Ministério Público. As irregularidades identificadas nos projetos do Grupo Bellini foram informadas ao Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União em 2013, e resultaram na Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal em 2016.

2. O Ministério da Cultura inabilitou as empresas identificadas, que não tiveram mais nenhum projeto admitido.

3. No curso das investigações, os técnicos do MinC descobriram que a organização criminosa desenvolveu novas estratégias: passou a operar com outras empresas, com outro CNPJ. À medida em que o MinC identificava novas empresas, as inabilitava e comunicava ao Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União.

4. O Ministério da Cultura esclarece que não repassa recursos públicos de seu orçamento para realização de projetos culturais via Lei Rouanet. O MinC é responsável por analisar os requisitos objetivos e aprovar os projetos culturais apresentados. Tais projetos são apoiados financeiramente por pessoas físicas ou jurídicas. Em contrapartida, o governo federal abre mão de até 100% do valor desembolsado deduzido do imposto devido (artigo 18 da Lei 8.313/1991), dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária.”

O Grupo Bellini ainda não retornou ao contato da reportagem.

Fonte:https://www.noticiasbrasilonline.com.br/procuradoria-aponta-20-anos-de-omissoes-e-desidias-do-ministerio-da-cultura/?utm_medium=ppc&utm_source=site&utm_campaign=notification-site&utm_content=post-site&utm_term=notification-site

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Carta aberta aos ministros do STF, repercute nas redes sociais.

Marcelo Rates Quaranta

” Eu Quero Agradecer, Em Meu Nome E Em Nome De Todas As Pessoas Comuns, Cidadãos Simples Do Meu País Como Eu, Pelas Últimas Decisões Tomadas Pelo Nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.

Sim, O Supremo Fez De Nós Pessoas Melhores Do Que Pensávamos Ser.

Quando Olhávamos Aqueles Ministros Sob Suas Togas, Com Passos Lento E Decididos, Altivos, Queixos Erguidos, Vozes Impostadas Ditando Verdades Absolutas E Supremas, Envoltos Numa Aura De Extrema Importância E Autoridade, Nos Sentíamos Pequenos, Minguados E Reles Plebeus Diante De Uma Corte Que Beirava O Sublime, O Inatingível E O Intangível.

Com Essas Decisões O Supremo Conseguiu Fazer Com Que A Minha Percepção Sobre Mim E Sobre Nós, Mudasse. Eles Não São Deuses. São Pessoas Tão Pequenas E Tão Venais, Que Qualquer Comparação Que Eu Faça De Mim E De Nós Em Relação A Eles, Seria Desqualificar-Nos A Um Nível Abissal.
Tudo Aquilo É Fantasia, Tudo Aquilo É Pose E Tudo Aquilo Não Passa De Um Teatro, Mas Nós Somos Reais.

Foi Aí Que Eu Vi O Quanto Somos Mais Importantes Que Eles! Enquanto As Divindades Supremas Encarnam Seus Personagens De Retidão E Lisura, Mas Com Suas Decisões Abduzem A Moral E Destroem O País (E De Quebra A Reputação Do Judiciário), Nós Brasileiros Comuns E Sem Toga Trabalhamos Arduamente Dia E Noite Para Construir O País, Ou Pelo Menos Para Minimizar Os Danos Que Eles Provocam.

Então… Como É Que Um Dia Eu Pude Vê-Los Como Sendo Superiores A Nós? Eu Estava Enganado. Nós Somos Muito Superiores A Eles, Mesmo Sendo Zés, Joãos, Marias, Desde O Pequeno Ambulante Ao Médico Ou Engenheiro. Nós Somos As Verdadeiras Autoridades, Porque Nossa Autoridade Não Foi Conferida Por Um Político Malandro Capaz De Tudo Com Uma Caneta. Nossa Autoridade Nos Foi Dada Pela Nossa Força De Continuar Tentando Fazer Um Brasil Melhor.

Fico Sinceramente Com Pena É Dos Advogados, Que São Obrigados A Chamar Esses Ministros De Excelência, Ainda Que Com A Certeza De Que Não Há Excelência Alguma Nos Serviços Que Eles Estão Prestando À Nação. Acho Que Deve Ser O Mesmo Sentimento De Ser Obrigado A Chamar O Cachorro Do Rei De “My Lord”.

Agora Eu Sei O Quanto Somos Bem Maiores Que Eles, Mesmo Sem Aquelas Expressões Em Latim E Doutrinas Rebuscadas Cheias De Pompas E Circunstâncias, Que No Final Significam Apenas Passar Perfume Em Merda.
Se Há Alguém Realmente Importante No Brasil, Esse É O Excelentíssimo Povo Brasileiro, Que Apesar De Tudo É Obrigado A Sentir O Mau Cheiro Que Vem Da Grande Corte, E Mesmo Com Náuseas E Ânsia De Vômito, Tem Que Acordar Às 5 Da Manhã Pra Fazer Aquilo Que Eles Não Fazem: Produzir.

Obrigado, Supremo, Por Nos Mostrar Que Hoje O Rei Sou Eu E O Meu Povo.

Fonte:https://www.newsatual.com/carta-aberta-aos-ministros-do-stf-repercute-nas-redes-sociais-veja/

Cunha Cometeu Um Erro Fatal... Deixou Documentos E Provas Nas Mãos De Funaro

O corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro apresentou à Justiça Federal nesta segunda-feira (6) um bilhete no qual, segundo ele, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) indicou uma conta no exterior para depositar recursos ilícitos. A conta era do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, apontado como operador de Cunha no esquema de corrupção no banco.

O documento foi entregue com o objetivo de corroborar as declarações de Funaro, que assinou acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e reiterou as acusações contra o ex-deputado em depoimento à Justiça Federal na semana passada.

UM DOS CHEFES – Funaro sustenta que o peemedebista era um dos chefes do suposto esquema de cobrança de propinas de grandes empresas em troca da liberação de recursos do fundo de investimentos do FGTS, administrado pela Caixa.

Durante o interrogatório de Cunha nesta segunda (6), a defesa de Funaro informou que o bilhete, que estava de posse da Polícia Federal, foi escrito a lápis e entregue pelo ex-deputado ao operador.

Cleto, o ex-vice-presidente da Caixa que teria recebido por meio da conta anotada no bilhete, confessou em sua delação que obteve pagamentos ilícitos no exterior oriundos do esquema de corrupção.

CONTA NA SUÍÇA – Escrito a lápis, o bilhete aponta uma conta do Lastal Group, no banco Julius Baer, na Suíça, no qual a Carioca Engenharia teria pago propinas a Cleto a pedido do peemedebista. Cunha disse que não queria “nem olhar” o bilhete para responder se o manuscrito era seu. “Vossa Excelência faça a perícia e comprove que é minha a letra”, disse, dirigindo-se ao procurador da República Anselmo Lopes, que o inquiria.

Cunha negou todas as acusações e disse que sua defesa vai pedir perícia no bilhete e outros documentos apresentados por Funaro, entre eles planilhas nas quais constariam os pagamentos ilícitos feitos a ele e aliados. “Vamos representar à Procuradoria para fazer reexame na delação do senhor Lúcio Funaro”, disse Cunha.

via tribuna interne

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Direitos humanos enviou 3 advogados para os três bandidos assassinos que mataram Kelly, durante carona amiga

Direitos humanos enviou 3 advogados para os três homens que mataram Kelly durante carona amiga 
Os três homens já estão com sua defesa garantida pelo direitos humanos que enviou nessa semana três advogados para a defesa dos homens que assassinaram a garota Kelly que deu carona aos três bandidos.

Segundo a organização, todos merecem direitos, sem discriminação e ninguém pode ser privado de seus direitos humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante de um tribunal e com o devido processo legal

Jonathan Pereira do Prado, preso que confessou a morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, após uma carona combinada pelo WhatsApp, estava foragido desde março, segundo a Polícia Civil de Frutal, em Minas Gerais.
Beneficiado pelo direito de saída temporária, ele não voltou ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), de São José do Rio Preto (SP). As informações são da Veja.


Jonathan cumpre pena por assalto e confessou ter entrado no grupo virtual com a intenção de roubar Kelly através de uma falsa carona. Outros crimes na ficha de Jonathan incluem como estelionato, furto e receptação.
https://youtu.be/PA7Oecame9k


Outros dois suspeitos, Wander Luis Cunha e Daniel Teodoro da Silva, que, de posse de bens da jovem, foram enquadrados por receptação e também foram presos.

A história de Kelly comoveu o Brasil, pois ela estava desaparecida deste quarta-feira quando, segundo contou a família à polícia, havia deixado a cidade de São José do Rio Preto, onde residia, para viajar até a cidade de Itapagibe, em Minas Gerais, para visitar o namorado.

Ela fazia parte de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal até a cidade mineira. Na hora da viagem, a mulher desistiu e foi apenas o homem, Jonathan, que não era conhecido de Kelly.


O corpo de Kelly foi encontrado na tarde desta quinta (2) em um córrego no interior de Minas Gerais. A declaração de óbito aponta para morte por asfixia e estrangulamento. O caso é tratado até o momento como latrocínio, informa a Polícia. Mas como ela foi encontrada sem as calças pode também ter sido estuprada.

Legisladores que criam leis abomináveis como essa da “saidinha” sabem da consequência de seus atos. Mas eles não ligam. Não possuem empatia pelo ser humano.

O Estado poderia ter protegido a vida de Kelly, mas escolheu brincar com vidas humanas ao adotar regras de leniência com o crime. O resultado desse sadismo está aí, com a morte de Kelly, que é mais um exemplo das vítimas de monstros que defendem leis de impunidade.

Ao dar o direito de saída temporária a Jonathan, o Estado condenou Kelly à morte.


Via: http://brasilnews7.com/noticias/direitos-humanos-enviou-3-advogados-para-os-tres-homens-que-mataram-kelly-durante-carona-amiga/
Fonte:https://www.newsatual.com/direitos-humanos-enviou-3-advogados-para-os-tres-homens-que-mataram-kelly-durante-carona-amiga/
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domingo, 5 de novembro de 2017

TSE toma atitude severa contra Lula e Bolsonaro... E surpreende a todos.

Dois pré-candidatos à Presidência do Brasil estão na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O MPE (Ministério Público Eleitoral) acusa dois pré-candidatos a presidente em 2018 de fazerem campanhas antecipadas. O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula  da Silva (PT) irão responder no TSE (Tribunal Superior Eleitoral ) por fazerem propagandas eleitorais antecipadamente.

Está previsto para ser julgado ainda este ano pela Corte Eleitoral os processos sobre a divulgação de vídeos nas redes sociais que fazem referencias às candidaturas do ex-presidente Lula e do deputado Bolsonaro. Os dois estão liderando nas pesquisas de intenções dos votos e já se declararam publicamente que pretendem concorrer as próximas eleições para presidente da República em 2018.

Segundo a legislação eleitoral, as propagandas só são permitidas a partir do dia 15 do mês de agosto do mesmo ano em que acontecerão as eleições. Em caso de descumprimento da legislação é aplicada uma multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

O primeiro caso que está sendo julgado pelo TSE é do deputado Jair Bolsonaro
O julgamento da denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro teve inicio no dia 21 do mês de setembro. Na ação, o MPE pede a retirada dos vídeos de apoio à candidatura a presidente que foram divulgados na internet.

Um dos vídeos que está sendo questionado pelo Ministério Público Eleitoral é onde mostra Bolsonaro sendo recebido na sua chegada em um aeroporto por simpatizantes e que foi postado no YouTube. Segundo o MPE, o vídeo mostra claramente menções de campanha presidencial por parte do deputado Bolsonaro.

O órgão disse também que o pré-candidato tinha total conhecimento do vídeo que estava circulando na internet, pediu que fosse retirado de circulação e o proibiu de fazer qualquer postagem de material semelhante na internet até as vésperas de eleição.

Outro vídeo que foi questionado foi um que tem como titulo “Bolsonaro 2018 Vamos Juntos”. O vídeo tem uma pessoa narrando e declara seu apoio a Bolsonaro como futuro presidente do Brasil. Mas o deputado diz que ainda é cedo para tal comemoração e que as eleições só acontecerão em 2018, que ainda tem muito para se conquistar.

Jair Bolsonaro convoca o povo a sair para as ruas a partir daquele momento e que a presença de todos iria contribuir para mostrar aos outros candidatos que os eleitores não estavam a favor da “canalhada”, referindo-se à oposição. Lula também esta sendo acusado pelos mesmos motivos que o deputado Bolsonaro.

O vídeo que envolve o ex-presidente que está sendo questionado pelo Ministério Público Eleitoral tem como titulo “Ele está voltando”. Segundo o MPE, ele mostra Lula dentro de uma academia de ginástica e uma musica da trilha sonora do filme “Rocky, O Lutador” aparece no fundo musical, mostrando claramente a sua intenção de concorrer às eleições para presidente do Brasil em 2018

Farra com o dinheiro público garante seis anos de pagamento de auxílio moradia retroativo

Nada como viver num país sem problemas. Pelo menos é assim que devem se sentir os magistrados do Rio Grande do Norte.

Graças a uma providencial liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, a maioria dos juízes e desembargadores potiguares garantiu o recebimento, nos holerites do mês de outubro, da grana correspondente aos últimos seis anos, o que significou um montante de quase 40 milhões de reais para os cofres públicos.

Cada magistrado recebeu cerca de R$ 200 mil reais de uma só vez no último pagamento.

O detalhe mais aterrorizante é de que o corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro João Otávio de Noronha, havia determinado a devolução do dinheiro aos cofres públicos, mas o ministro do STF, que se diz contra o auxílio-moradia, suspendeu os efeitos da decisão, sob a alegação de que os valores já “integram o patrimônio dos beneficiados”.

Assim, alguns mais afoitos que já haviam feito a devolução, terão o dinheiro de volta.


 


Fonte: https://brasil316.com.br/farra-com-o-dinheiro-publico-garante-seis-anos-de-pagamento-de-auxilio-moradia-retroativo/

O que disse Luiz Fux sobre a candidatura de Lula em 2018

A jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, perguntou ao Ministro Luiz Fux, qual a chance de o STF dar uma liminar permitindo que Lula participe da campanha (eleições 2018), ainda que condenado em segunda instância?

Veja o que ele respondeu:

Abstratamente, eu entendo que algumas questões vão ser colocadas: a primeira, a da Lei da Ficha Limpa [que diz que condenados em segunda instância são inelegíveis].
A segunda é decorrente da Constituição. Ela estabelece que, quando o presidente tem contra si uma denúncia recebida, ele tem que ser afastado do cargo.

Ora, se o presidente é afastado, não tem muito sentido que um candidato que já tem uma denúncia recebida concorra ao cargo. Ele se elege, assume e depois é afastado?
E pode um candidato denunciado concorrer, ser eleito, à luz dos valores republicanos, do princípio da moralidade das eleições, previstos na Constituição? Eu não estou concluindo. Mas são perguntas que vão se colocar.
Fonte:https://www.newsatual.com/o-que-disse-luiz-fux-sobre-a-candidatura-de-lula-em-2018/

sábado, 4 de novembro de 2017

Jean Wyllys será levado ao conselho de ética da Câmara dos Deputados.

Mais uma polêmia envolvendo o ex BBB deputado Jean Wyllys. Em uma entrevista o deputado lhe foi feita a seguinte pergunta: “Se o fim do mundo já estivesse com data marcada, quais seria as três coisas que você faria?”. E para surpresa de todos, o Jean Wyllys deu as respostas mais escrotas possíveis causando revolta dos brasileiros pela internet.

Mais uma polêmia envolvendo o ex BBB deputado Jean Wyllys. Em uma entrevista o deputado lhe foi feita a seguinte pergunta: “Se o fim do mundo já estivesse com data marcada, quais seria as três coisas que você faria?”. E para surpresa de todos, o Jean Wyllys deu as respostas mais escrotas possíveis causando revolta dos brasileiros pela internet.

Outras celebridades do parlamento também se manisfestaram sobre o ocorrido, também será apurado uma acusação no conselho de ética encabeçado pelos conservadores no congresso.

Fonte:http://www.newsatual.com/tchau-querido-jean-wyllys-sera-levado-ao-conselho-de-etica/

O Estado Condenou Kelly À Morte Por Ter Dado O Direito De “Saidinha” Ao Seu Assassino, Que Estava Preso

A história da jovem Kelly comoveu o Brasil, pois ela estava desaparecida desta quarta-feira quando, segundo contou a família à polícia, havia deixado a cidade de São José do Rio Preto, onde residia, para viajar até a cidade de Itapagibe, em Minas Gerais, para visitar o namorado mas não chegou em seu destino, Uma falha no código penal sentenciou a jovem a morte.

O corpo de da garota foi encontrado na tarde desta quinta (2) em um córrego no interior de Minas Gerais. O laudo da pericia aponta para morte por asfixia e estrangulamento. O caso esta sendo tratado até o momento como latrocínio, informa a Polícia. Mas como ela foi encontrada sem as calças pode também ter sido estuprada.

O criminoso Jonathan Pereira do Prado, ao ser preso que confessou ter assassinado Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, após uma carona combinada pelo WhatsApp,  o elemento estava foragido desde março, segundo a Polícia Civil de Frutal, em Minas Gerais.

Este foi mais um caso  dos recorrentes os Beneficiados pelo direito de saída temporária, que não voltam para cadeia como Jonathan que deixou o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), de São José do Rio Preto (SP) e não voltou.

Jonathan cumpre pena por assalto e confessou ter entrado no grupo virtual com a intenção de roubar Kelly através de uma falsa carona. Outros crimes na ficha de Jonathan incluem como estelionato, furto e receptação.

Outros dois suspeitos, Wander Luis Cunha e Daniel Teodoro da Silva, que, de posse de bens da jovem, foram enquadrados por receptação e também foram presos.

A jovem fazia parte de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal até a cidade mineira. Na hora da viagem, a mulher desistiu e foi apenas o homem, Jonathan, que não era conhecido de Kelly.

Legisladores que criam leis cada vez mais absurdas como a “saidinha” e não veem as consequências de seus atos. Mas eles não ligam. O Estado poderia ter salvado a vida de Kelly, mas escolheu brincar com vidas dos cidadãos. O resultado deste escarnio na politica está aí, a morte de Kelly vai virar estatísticas, mais um exemplo das vítimas de bandidos que defendem leis de impunidade.

“Ao dar o direito de saída temporária a Jonathan, o Estado condenou Kelly à morte.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Enquanto Salário Mínimo É Reduzido, STF Libera Auxílio Moradia Retroativo Para Juízes.

Na mesma semana em que o governo divulgou que baixou novamente a previsão para o salário mínimo de 2018, passando de R$ 969,00 para R$ 965,00, uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), assegurou o pagamento retroativo aos últimos seis anos de auxílio-moradia a 218 juízes e desembargadores do Rio Grande do Norte. O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro João Otávio de Noronha, havia determinado a devolução do dinheiro aos cofres públicos, mas o ministro Marco Aurélio considerou que os valores já “integram o patrimônio dos beneficiados” e suspendeu os efeitos da decisão. O tribunal desembolsou R$ 39,5 milhões para pagar o benefício desde 2012, que é de R$ 4.377,73 por mês. As informações são da coluna de Andreza Matais, em O Estado de S.Paulo

Fonte:https://www.noticiasbrasilonline.com.br/enquanto-salario-minimo-e-reduzido-stf-libera-auxilio-moradia-retroativo-para-juizes/?utm_medium=ppc&utm_source=site&utm_campaign=notification-site&utm_content=post-site&utm_term=notification-site

STF Abre Inquérito Contra Deputada Acusada De Mandar Espancar Ex-Cabo Eleitoral

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito contra a deputada Jozi Araújo (PODE-AP) por ameaça e lesão corporal pela suspeita de que a parlamentar teria mandado espancar um ex-cabo eleitoral que cobrava uma dívida de R$ 35 mil. O ministro Dias Toffoli acatou o pedido de investigação feito pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot e reiterado pela atual procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge. A defesa da parlamentar chama a acusação de “fantasiosa” e nega, inclusive, a existência de dívida. Ela também prestou queixa por ameaça contra o ex-cabo eleitoral.

A investigação contra a parlamentar tem como base um depoimento prestado por Noel dos Santos Almeida em 3 de novembro de 2015. Ele conta ter emprestado dinheiro para a deputada entre 2014 e 2015 e ter recebido três cheques sem fundos como pagamento. Após acionar a Justiça para receber, contou que em um encontro com a parlamentar no aeroporto de Macapá (AP) ouviu de um irmão dela, chamado Josevaldo, que “seus dias estavam contados”. Ele recebeu depois telefonemas de um advogado da parlamentar solicitando que levasse os cheques para receber o pagamento, mas recusou porque já tinha deixado os cheques com sua defensora. Três dias após o último contato feito pelo advogado teria ocorrido a agressão.

De acordo com o relato de Almeida, no dia 30 de setembro de 2015 ele foi abordado por volta das 19 horas por três homens encapuzados na porta de sua residência. Com uma arma apontada a sua cabeça, os homens pediam que entregasse os cheques. Diante da recusa, ele foi espancado e teve uma unha arrancada com um alicate.

“Colocaram uma arma em sua cabeça, o conduziram até uma construção ao lado de sua casa, e o torturaram; que bateram no declarante, que arrancaram uma unha do declarante com alicate, e que diziam que queriam os cheques; que o declarante falou que os cheques estavam com sua advogada, e os 3 (três) indivíduos encapuzados falaram que se ‘você ficar falando muito, da próxima vez vamos amputar sua mão’”, registra o extrato do depoimento inicial de Almeida.

Ele só procurou a polícia depois de ter sido abordado 20 dias depois do episódio por um funcionário da deputada comentando sobre a agressão. Almeida disse que só tinha comentado o tema com sua mulher e não teria como o funcionário da parlamentar saber do ocorrido. Um laudo da Polícia Técnico Científica do Amapá, anexado ao inquérito pela defesa da deputada, comprova a existência de lesões no joelho de Almeida e a extração da unha, apesar de não apontar a evidência de tortura no caso

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Os apps de transporte venceram.. Senado tira exigências de lei regulatória.

Os aplicativos de transporte que incluem Uber, Cabify e 99 POP venceram mais uma batalha pela liberação do funcionamento no Brasil. Foi a votação no Senado do polêmico projeto de lei PLC 28/201, que regulamenta esse tipo de serviço.

O debate em regime de urgência nesta terça-feira (31) aprovou o projeto de lei, mas removeu os pontos mais polêmicos — e que mais prejudicavam os motoristas que usam os aplicativos. Foram derrubados os itens que obrigavam os carros a terem placas vermelhas e que o condutor seja o proprietário comprovado do automóvel.
Outras obrigatoriedades óbvias foram confirmadas: Carteira Nacional de Habilitação na categoria B, contribuição comprovada no INSS e seguros APP (Acidentes Pessoais a Passageiros) e DPVAT.
E agora?

Como foram realizadas alterações no projeto, a lei volta para a Câmara dos Deputados. Se aprovada por lá sem alterações, passa direto para a assinatura do presidente Michel Temer — que é o último passo.

Quando aprovada, a lei vale para todo o Brasil e autoriza definitivamente o uso desses aplicativos. As prefeituras poderão apenas fiscalizar o serviço e cobrar os impostos, além de receber a base de dados das empresas com a quantidade dos motoristas e informações adicionais sobre eles.
Quase uma guerra. Antes da votação dos senadores, motoristas de táxi — insatisfeitos com o atual mercado e criticando a presença de apliativos sem regulamentação — e de serviços online protestaram em Brasília e chegaram a confrontos físicos. A polícia precisou interferir em alguns momentos.

O Uber e o Cafiby emitiram notas parabenizando os políticos por acatar as vozes da população — foram 825 mil assinaturas coletadas em todo país na campanha contra a regulamentação original.
"A Cabify espera que a Câmara ouça as vozes dos mais de 17 milhões de usuários e centenas de milhares de motoristas dos aplicativos de mobilidade e aprove um projeto de lei democrático e justo para toda a sociedade", diz a companhia. Já a Uber contou até com a presença do CEO Dara Khosrowshahi no país para acompanhar as negociações.Cupons de desconto TecMundo.

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O resultado da Mega-Sena... 50-51-56-57-58-59... Parece evidente o “cambalacho”... [SIC]

A Mega-Sena e a flagrante falcatrua. Quatro felizes apostadores acertaram os seis números da Mega-Sena sorteados neste sábado (23). ...