domingo, 9 de julho de 2017

DO CONFESSIONÁRIO AO FACEBOOK


Por José Oliveira
Ou, para os amigos e admiradores... "Zé Da Flauta"

     Sempre tivemos curiosidade em saber o que se passa na cabeça das outras pessoas. É comum perguntar no que o outro pensa sobre alguma ou determinada coisa.
     A curiosidade da igreja católica em saber o que passa na cabeça dos seus fiéis é tanta que eles chegaram a montar o primeiro protótipo de pesquisa de mercado do mundo, o confessionário, exatamente com essa finalidade, saber o que você pensa,  A confissão passa a ser um sacramento, daí por diante o marketing católico passou a ser um dos mais bem sucedidos  do ocidente, copiados pelas igrejas anglicana e luterana, dissidências do catolicismo.

     Começou apenas com duas cadeiras, uma para o padre, outra para o penitente, mas os resultados não eram satisfatórios, parecendo o ato apenas uma conversa. O pecador não poderia ficar na mesma posição do sacerdote, então substituíram a cadeira por um lugar onde o fiel ficasse em posição de submissão, de joelhos e cabisbaixo, falando em sussurros através de uma gralha, as vezes até com uma cortina para encobrir os rostos. Obviamente os resultados chegaram mais perto do desejado, embora ainda achassem pouco para o poder absoluto que detinham. Era preciso saber mais! O que se passava nas cabeças dos não convertidos, principalmente dos inimigos.

     Para alcançar esses objetivos, os métodos seriam outros. Não se poderia esperar um infiel entrar numa igreja, se ajoelhar e confessar seus pecados. Métodos militares foram usados tanto para captura como para a confissão e a pena. Começa a inquisição. Esse período obscuro durou longos 639 anos. 
     Nessa nova fase não existia sacerdotes nem confessionário, não havia perdão nem penitencia, todo condenado era culpado e condenado a morte ou aos piores castigos . A tortura era empregada como método para arrancar os mais profundo segredos.

Ela nasce disfarçada de combate aos cátaros, uma religião de “hereges” que existia no sul da França. Esse povo era contra a igreja de Roma, desafiava o papa e seguiam sua própria doutrina, o que incomodava e muito o catolicismo, mas esse argumento, além de verdadeiro, não representava o principal motivo, longe disso.

     Hoje, longe dessas práticas absurdas, os norte americanos criaram os maiores dispositivos para saber o que se passa nas cabeças de todo o mundo, o Facebook e o Google, onde as pessoas se confessam e diz o que e o que procuram saber a todo instante. O Facebook não esconde sua intenção, basta  entrar na rede que ela de imediato te pergunta  no que está pensando, já o Google serve pra saber o que você está querendo saber. Não existe pesquisa de mercado mais eficiente que essa!
     Não pensem que ninguém sabe o que você faz nas redes digitais, seus criadores sabem de tudo e a intenção deles sempre foi essa. Os EUA é um país imperialista como Roma era.
     Um abraço, até a próxima!

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