RIO — O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) admitiu nesta quarta-feira, em depoimento à Justiça Federal do Rio, ter tido uma conta no exterior no fim da década de 1990, chamada de Eficiência. Ele confirmou que tinha quase US$ 2 milhões. Cabral depõe no processo da Operação Eficiência e está sendo ouvido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal do Rio.
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TUDO QUE PESA CONTRA SÉRGIO CABRAL
Essas informações tinham sido trazidas pelos doleiros Renato e Marcelo Chebar em delação premiada. Cabral disse que a origem do dinheiro era sobra de campanha. O ex-governador declarou, no entanto, que, por volta de 2003 comunicou aos irmãos que não queria mais manter as contas no exterior.
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Cabral volta a presídio no Rio
Por determinação da Justiça Federal, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, voltou ontem para o Complexo de Gericinó, em Bangu. Cabral havia sido transferido para a carceragem em Curitiba por, supostamente, receber regalias no presídio no Rio. Ele voltou ao estado em um avião da Polícia Federal, que deixou o Paraná por volta do meio-dia de ontem.Saldo de contas de Cabral chegou a US$ 120 milhões, dizem delatores
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Cabral negou, no entanto, que o dinheiro devolvido pelos doleiros seja dele. Os irmãos Chebar apontaram mais de US$ 100 milhões em contas fora do país e que seriam do peemedebista, do ex-secretário Wilson Carlos e de Carlos Miranda, apontado pelo Ministério Público Federal como operador de Cabral. O ex-governador disse ter ficado feliz do dinheiro ter sido devolvido ao governo do estado.
— Não tenho nada a ver com esses recursos — disse Cabral sobre os US$ 100 milhões devolvido pelos Chebar que estavam no exterior. — Fico feliz que esse dinheiro tenha voltado, tenha sido repatriado.
Cabral declarou que, quando encerrou a conta Eficiência no exterior, pediu aos Chebar para que trouxessem e cuidassem desses recursos no Brasil. O ex-governador afirmou que, em 2015, quando os doleiros pararam de administrar o dinheiro. Nesse momento, havia entre R$ 3,5 milhões e R$ 5 milhões que, segundo ele, eram recursos de sobra de dinheiro de caixa dois da campanha.
GASTOS MENSAIS DE R$ 200 MIL
Cabral admitiu que não vivia com o próprio salário. Ele atribuiu a todo momento os recursos que mantinha como sobras de campanha.
— Eu não sou corrupto. Não fiz negociação — disse o ex-governador sobre as empreiteiras que citaram pagamento de propinas a ele. — Mas essas empresas ajudaram na campanha.
O peemedebista confirmou declaração dada por sua secretária, Sonia Batista, em depoimento de que os gastos mensais da família giravam em torno de R$ 200 mil.
Cabral admitiu que sua mulher, Adriana Ancelmo, recebeu um anel do empreiteiro Fernando Cavendish durante um aniversário, como O GLOBO revelou. O ex-governador conta que a joia foi devolvida após o escândalo que envolveu a Delta na CPI do Cachoeira.
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