Vivemos num país que se diz democrático, onde usufruímos certa liberdade, temos eleições onde somos obrigados a votar e exercer nosso direito de escolha, porém, ao analisarmos nossa realidade concluímos que nossos anseios não se resumem a isso, ou seja, se todos são iguais perante a lei em direitos e deveres, porque todos não têm acesso à educação gratuita de boa qualidade? Porque a população que paga seus impostos, morre a míngua nos corredores dos hospitais públicos? Porque milhões de habitantes vivem de esmolas do governo e não possuem sequer uma moradia digna? Até mesmo os que têm o privilégio de morar bem, vivem com medo da violência que presenciam e que de forma sensacionalista é divulgada, de modo que, transformam seus lares em verdadeiros presídios. Além disso, somos bombardeados diariamente por uma cultura de massa de péssimo gosto através dos meios de comunicação, não restando dúvida que o poder econômico é o grande patrocinador da cultura da bunda, das novinhas, das drogas e da exploração sexual banalizada. Se quisermos pensar um Brasil totalmente avesso a essas contradições, é bom começar a pensar que futuro terão nossos jovens se continuarmos insistindo com esse perigoso modelo de "DEMOCRACIA". Estamos vivendo um tempo de impunidade, de desrespeito às leis e as instituições, os escândalos políticos são quase que diários, a roubalheira é generalizada tanto nos orgãos públicos como na iniciativa privada, ninguém vai preso nem devolve o que roubou e as investigações e CPI's que consomem tempo e dinheiro não dão em nada, servem apenas de palanque político onde o sujo fala do mal lavado. Como pensar não faz mal a ninguém, convoco a todos os que pensam um Brasil melhor, que compartilhem comigo e divulguem pensamentos nessa direção através das redes sociais, quem sabe no futuro nossos filhos viverão e pensarão uma democracia mais ampla e mais humana, até porque, todas as coisas que vieram a existir foram cuidadosamente e previamente pensadas. Um grande abraço, por Gilmar Vagalume.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
AS CONTRADIÇÕES DA NOSSA DEMOCRACIA
Vivemos num país que se diz democrático, onde usufruímos certa liberdade, temos eleições onde somos obrigados a votar e exercer nosso direito de escolha, porém, ao analisarmos nossa realidade concluímos que nossos anseios não se resumem a isso, ou seja, se todos são iguais perante a lei em direitos e deveres, porque todos não têm acesso à educação gratuita de boa qualidade? Porque a população que paga seus impostos, morre a míngua nos corredores dos hospitais públicos? Porque milhões de habitantes vivem de esmolas do governo e não possuem sequer uma moradia digna? Até mesmo os que têm o privilégio de morar bem, vivem com medo da violência que presenciam e que de forma sensacionalista é divulgada, de modo que, transformam seus lares em verdadeiros presídios. Além disso, somos bombardeados diariamente por uma cultura de massa de péssimo gosto através dos meios de comunicação, não restando dúvida que o poder econômico é o grande patrocinador da cultura da bunda, das novinhas, das drogas e da exploração sexual banalizada. Se quisermos pensar um Brasil totalmente avesso a essas contradições, é bom começar a pensar que futuro terão nossos jovens se continuarmos insistindo com esse perigoso modelo de "DEMOCRACIA". Estamos vivendo um tempo de impunidade, de desrespeito às leis e as instituições, os escândalos políticos são quase que diários, a roubalheira é generalizada tanto nos orgãos públicos como na iniciativa privada, ninguém vai preso nem devolve o que roubou e as investigações e CPI's que consomem tempo e dinheiro não dão em nada, servem apenas de palanque político onde o sujo fala do mal lavado. Como pensar não faz mal a ninguém, convoco a todos os que pensam um Brasil melhor, que compartilhem comigo e divulguem pensamentos nessa direção através das redes sociais, quem sabe no futuro nossos filhos viverão e pensarão uma democracia mais ampla e mais humana, até porque, todas as coisas que vieram a existir foram cuidadosamente e previamente pensadas. Um grande abraço, por Gilmar Vagalume.
O VOTO É UMA DEMONSTRAÇÃO DE CONFIANÇA DO ELEITOR EM UM PROJETO POLÍTICO
As pessoas que se elegeram no Brasil nas últimas eleições, empunhavam uma bandeira em defesa do trabalhador de um modo geral, especificamente os do funcionalismo público, pois esses políticos na sua maioria são oriundos do movimento sindical que representa esse setor. Lutavam contra tudo e contra todos fazendo denúncias e reivindicando CPI's no Congresso Nacional, etc. Deflagravam greves e mais greves pelo país afora com um discurso moralista baseado na ética e no zelo com a coisa pública. A partir do momento que tomaram as rédeas do poder a nível municipal, estadual e federal, assumiram uma postura política contrária ao conjunto dos anseios da classe que se diziam representar, basta acompanhar as greves por melhores condições de trabalho e reposições salariais dos servidores ativos e inativos. Hoje apesar de alguns avanços encontram-se sem discurso de renovação, querendo apenas, a todo custo se perpetuar no poder, contrariando um princípio democrático que é o da alternância no poder. O povo não vai se deixar enganar mais uma vez, o resultado das pesquisas de intenções de votos em todo país atina nesse sentido, as pessoas não estão satisfeitas com a bandalheira que tomou conta do poder público, ou seja, corrupção, mensalão, mensalinho e outros escândalos diários que acompanhamos pela imprensa. No dia 07 de outubro de 2012 se iniciará um novo processo de mudança política visando às eleições de 2014, aí sim, teremos a oportunidade de votar novamente em quem vai nos honrar ou nos trair, ISSO SÓ O TEMPO DIRÁ. Por Gilmar Vagalume, um grande abraço!!!!....
AS PRÁTICAS POLÍTICAS - NOSSO SENTIMENTO DE INDIGNAÇÃO E REPÚDIO
By Banda Natureza Humana
http://www.myspace.com/bandanaturezahumana
Estamos vendo e vivendo um momento político atípico no Brasil quanto ao que se refere às práticas políticas, 'nunca na história desse país' se confundiu tanto a cabeça dos eleitores como nos últimos 10 a 20 anos, não existem mais ideologias, praticamente quase não existem oposições, o governo utiliza o balcão de negócios ou o rolo compressor, porque detém a maioria no congresso, os mais de vinte partidos se dividem, se fundem e se confundem, principalmente quando compartilham o poder, levando a crer que tanto faz seis como meia dúzia, os políticos quase na sua totalidade com raríssimas exceções, são farinhas do mesmo saco, atuam sem nenhum escrúpulo brigando por poder e pelo poder, praticando todo tipo de crime, entre os quais podemos citar alguns: Uso do poder econômico, compra de votos, lavagem de dinheiro, peculato, tráfico de influência, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, remessa ilegal de recursos públicos para o exterior, aparelhamento da máquina, improbidade administrativa, sonegação fiscal, formação de quadrilha, perseguição política e até homicídios. Sabemos que sempre existiram essas práticas na política, mas atualmente é quase uma regra corriqueira. Diariamente nos deparamos com escândalos de todo tamanho, envolvendo pessoas em quem depositamos nossa confiança através do voto ou seus apadrinhados. A Polícia, o Ministério Público e a Justiça Federal nunca trabalharam tanto a procura de corruptos como nos últimos anos, muitos foram investigados, indiciados, condenados, renunciaram, perderam mandatos e cargos, entretanto, até agora, ninguém pegou cadeia ou devolveu o que roubou. Esse sentimento de impunidade que assola nosso país é diretamente proporcional ao sentimento de indignação e repúdio, levando-nos a pensar que democracia é essa, que faz-nos sentir refém de um sistema político governamental a ponto de não sabermos mais em quem confiar. Os políticos caras-de-pau prometem, prometem e não cumprem, mentem descaradamente, brincam e menosprezam a inteligência das pessoas e ainda se colocam como salvadores da pátria ou vítimas inocentes quando são flagrados em falcatruas. Até onde vamos chegar? Será que ainda viveremos dias melhores num futuro bem próximo? Que país é esse que estamos preparando para nossos filhos e netos? Precisamos urgentemente encontrar respostas a estas e outras perguntas que não querem calar. Já que a nossa vida depende quase que em tudo do sistema político, pois são eles que manobram salários, custo de vida, saúde, educação, segurança, etc. restam-nos a conscientização coletiva de que é necessária uma mudança urgentíssima que só poderá ter início a partir de 2014 através do nosso voto. Até lá teremos que aguentar o tranco, observar inertes e decepcionados, os noticiários da imprensa e torcer para que os que estão no poder mudem de atitude e pensem não só nos seus interesses, mas pensem também nos interesses da nação brasileira. Um grande e fraterno abraço!
http://www.myspace.com/bandanaturezahumana
MembrosFormação atual: Gilmar Vagalume – vocal, Moreira – violão e voz, Inaldo Melo – guitarra, Epsan – baixo e voz, Adriano Santos – bateria e percussão Jorge de França – percussão.
InfluênciasCultura Popular Pernambucana, Frevo, Maracatu, Xote, Baião, Xaxado,... Rock, Blues, Progressivo, Metal... "Salada de Ritmos"
SemelhantesAlceu Valença, Ave Sangria, O Terço, Nação Zumbi, Gil,...
A presença da Opus Dei na politica no Brasil e na América Latina
04.11.2012
Bento XVI saúda D. Javier Echevarría Rodríguez, Bispo titular de Cilibia, Prelado da Prelazia Pessoal do Opus Dei, Foto Flickr (Escritório de informação do Opus Dei
Título original: A Ópus Dei na América Latina
A Opus Dei atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil.
O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado.
O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo").
Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP (na sigla em espanhol).
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Analisando a estrutura de classes dos países latino-americanos, Darcy Ribeiro identificava como segmento hegemónico dentro das classes dominantes o corpo de gerência das transnacionais. Ponta de lança do imperialismo, é ele quem dita ordens e impõe ideologias às demais fracções e, em muitos casos, organiza-as politicamente. A desnacionalização das economias latino-americanas na década de 90 agravou este quadro. A alteração de mais relevo no perfil da classe dominante verificada no bojo deste processo é o crescimento da influência da Opus Dei. Sustentada pelo capital espanhol, a organização controla jornais, universidades, tribunais e entidades de classe, sendo hoje peça chave para se compreender o processo político no continente, inclusive no Brasil, onde quer eleger Geraldo Alckmin presidente da República.
Procissão Católica na Espanha, berço da Opus Dei.
Mas o que é afinal, a Opus Dei (em latim, Obra de Deus)?
Em seu campo original de atuação, é a vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica. "Este concílio, minhas filhas, é o concílio do diabo" teria dito seu fundador, Josemaria Escrivá de Balaguer, sobre o Vaticano II, no relato do jornalista argentino Emilio J. Corbiere no seu livro "Opus Dei. El totalitarismo católico".
Fundada na Espanha em 1928, a organização foi reconhecida pelo Vaticano em 1947. Em 1982, foi declarada uma prelatura pessoal, o que, sob o Direito canónico, significa que só presta contas ao papa e que seus membros não se submetem à jurisdição dos bispos. "A relação entre Karol Wojtyla e a Opus Dei" conta o teólogo espanhol Juan José Tamayo Acosta "atinge seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível ascensão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio altivamente, primeiro no esboço e depois na colocação em prática do processo de restauração da Igreja católica sob o protagonismo do papa e a orientação teológica do cardeal alemão Ratzinger."
Fontes ligadas à Igreja Católica atribuem o poder da Obra à quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982.
Obscurantismo e misoginia são traços que marcam a organização. Exemplos podem ser encontrados nas denúncias de ex-adeptos como Jean Lauand, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - Universidade de São Paulo (USP), que recentemente escreveu junto com mais dois ex-membros, o juizMárcio Fernandes e o médico Dário Fortes Ferreira, o livro "Opus Dei - os bastidores". Em entrevista ao programa Biblioteca Sonora, da Rádio USP, Jean Lauand conta que a Obra tem um "Index" de livros proibidos que abrange praticamente toda a filosofia ocidental desde Descartes. Noutra entrevista, à revista Época, Jean Lauand denuncia as estratégias de fanatização dos chamados numerários, leigos celibatários que vivem em casas da organização: "Os homens podem dormir em colchões normais, as mulheres têm de dormir em tábuas. São proibidas de segurar crianças no colo e de ir a casamentos". É obrigatório o uso de cinturões com pontas de ferro fortemente atados à coxa, como prática de mortificação que visa refrear o desejo. Mas os danos infligidos pelo fanatismo não se limitam ao corpo.
No site que mantém com outros dissidentes (http://www.opuslivre.org/), Jean Lauand revela que a Obra conta com médicos especialmente encarregados de receitar psicotrópicos a numerários em crise nervosa.
A captação de numerários dá-se entre estudantes de universidades e escolas secundárias de elite. Centros de estudos e obras de caridade servem de fachada. A Opus Dei tem forte presença na USP, em especial na Faculdade de Direito, onde parte do corpo docente é composta por membros e simpatizantes,como o numerário Inácio Poveda e o diretor Eduardo Marchi. Outro expoente da organização na USP é Luiz Eugênio Garcez Leite, professor da Faculdade de Medicina e autor de panfletos contra a educação mista. A Obra atua também na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).
Fazendo a América
Mas a Opus Dei é mais que um tema de saúde pública. Ela tem, desde a origem, uma clara dimensão política. Durante a ditadura de Franco, praticamente fundiu-se ao Estado espanhol, ao qual forneceu ministros e dirigentes de empresas e órgãos governamentais. No fim da década de 40, inicia sua expansão rumo à América Latina. Não foi difícil conquistar adeptos entre oligarquias como as da Cidade do México, Buenos Aires e Lima, que sempre buscaram diferenciar-se de seus povos apegando-se a um conceito conservador de pretensa hispanidade. Um dos elementos definidores desse conceito é exatamente o integralismo católico.
Alberto Moncada, outro dissidente, conta em seu livro "La evolución del Opus Dei": "os jesuítas decidiram que seu papel na América Latina não deveria continuar sendo a educação dos filhos da burguesia, e então apareceu para a Opus Dei a ocasião de substituí-los - ocasião que não hesitou em aproveitar".
No Brasil, a organização deitou raízes em São Paulo no começo da década de 50, concentrando sua atuação no meio jurídico. O promotor aposentado e ex-deputado federal Hélio Bicudo conta que por duas vezes juízes tentaram cooptá-lo. Seu expoente de maior destaque foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)por Médici em 1972 e tio do atual governador de São Paulo. Acontece que nos anos 70, o poder da Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (T.F.P.) as simpatias dos católicos de extrema-direita.
Era natural, da mesma forma, que, alguns quadros dos regimes nascidos dos golpes de Estado de 1966 e 1976, na Argentina, e 1973, no Uruguai, fossem também quadros da Opus Dei. Mas segundo se lê no livro de Emilio J. Corbiere , sua atuação era ainda dispersa, o que não os impediu de controlar a Educação na Argentina durante o período Onganí (1966-70).
Já no Chile, a Opus Dei foi para o pinochetismo o que havia sido para o franquismo na Espanha. O principal ideólogo do regime,Jaime Guzmá, era membro activo da organização, assim como centenas de quadros civis e militares.
No México, a Obra conseguiu fazer Miguel de la Madrid presidente da República em 1982, iniciando a reversão da rígida separação entre Estado e Igreja imposta por Benito Juárez entre 1857 e 1861.
Internacional reacionária
A Opus Dei não criou o reacionarismo católico, antes, teve nele sua base de cultura. Mas sistematizou-o doutrinariamente e organizou politicamente seus adeptos de uma forma quase militar. Hoje, funciona como uma espécie de Internacional reaccionária, congregando, coordenadamente, adeptos em todo o mundo.
Concorrem para isto, nos anos 90, o ápice do poder da Obra no Vaticano e a invasão da América Latina por transnacionais espanholas.
A Argentina entregou suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia á Telefónica, Repsol, Iberia e Endesa, respectivamente. A Telefónica controla o sector também no Peru e em São Paulo. A Iberia já havia engolido a LAN, do Chile, onde a geração de energia também é controlada pela Endesa. Bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo.
No Brasil, o Santander comprou o Banespa e o Meridional, enquanto que o BBVA recebeu os ativos do Excel através do Proer, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
"A Opus Dei tem sido para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e franciscanos para as cruzadas e os jesuítas frente à Reforma de Lutero" compara José Steinsleger, colunista do diário mexicano "La Jornada".
A organização atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil. O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado. O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo"). Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP (na sigla em espanhol).
Sedeada na Espanha, a Universidade de Navarra é a jóia da coroa da Opus Dei no negócio do ensino. Sua receita anual é de 240 milhões de euros. Além disso, a Obra controla as universidades Austral (Argentina), Montevideo (Uruguai), de Piura (Peru), de Los Andes (Chile), Pan Americana (México) e Católica André Bello (Venezuela).
Dentro da igreja católica, a Opus Dei emplacou, na última década, vários bispos e Cardeais na América Latina. O mais notável é Juan Luís Cipriani, de Lima, no Peru, amigo íntimo da ditadura de Alberto Fujimori. Em seu estudo "El totalitarismo católico em el Peru", o jornalista Herbert Mujica denuncia que quando o Movimento Revolucionário Tupac Amaru tomou a embaixada do Japão, em 1997, Juan Luís Cipriani, valendo-se da condição de mediador do conflito, instalou equipamentos de escuta que possibilitaram à polícia invadir a casa e matar os ocupantes.
Na Venezuela, a Obra teve papel essencial no fracassado golpe de 2002 contra Hugo Chávez. Um dos articuladores da tentativa foi José Rodríguez Iturbe, nomeado ministro das Relações Exteriores. Também participou da articulação à embaixada da Espanha, governada na época pelo neo-franquista Partido Popular (PP).
Após os reveses na Venezuela, as esperanças da Opus Dei voltaram-se para Joaquím Laví, no Chile, e Geraldo Alckmin, no Brasil, hoje seus quadros políticos de maior destaque. Joaquím Laví foi derrotado nas últimas eleições presidenciais chilenas em Dezembro. Resta o Brasil, onde a Obra tenta fazer de Geraldo Alckmin presidente e formar um eixo geopolítico com os governos Álvaro Uribe (Colombia) e Vicente Fox (México), aos quais está intimamente associada.
Entranhas mafiosas
Além das dimensões religiosa e política, a Opus Dei tem uma terceira face: a de sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e publicados em 1986 pelo jornal italiano "L´Expresso", a Obra determina que "os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem à Opus Dei."
Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada o que frequentemente serve para encobrir atos criminosos.
Entre os católicos, a Opus Dei é conhecida como "Santa Máfia",Emilio J. Corbiere lembra os casos de fraude e remessa ilegal de divisas nas empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, onde parte dos activos desviados financiaram a Universidade de Navarra. Bancos espanhóis são suspeitos de lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. A Opus Dei também esteve envolvida nos episódios de falência fraudulenta dos bancosComercial (Uruguai, pertencente à família Peirano, dona de "El Observador") e de Crédito Provincial (Argentina).
Na Argentina os responsáveis pelas desnacionalizações da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por empresas espanholas, em dois dos maiores escândalos de corrupção da história do país, tiveram sua impunidade assegurada pela Suprema Corte, onde pontificava António Boggiano, membro da Opus Dei.
No Brasil, as pretensões de controlo sobre o Judiciário esbarram no poder dos Maçons.
A Opus Dei controla, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo através da manipulação de promoções. Segundo fontes do meio jurídico paulista, de 25 a 40% dos juízes de primeira instância no estado pertencem à organização - proporção que se repete entre os promotores, no tribunal, a proporção sobe para 50 a 75%.
Recentemente, o tribunal, em julgamento secreto, decidiu pelo arquivamento de denúncia contra Saulo Castro Abreu Filho, braço direito de Geraldo Alckmin, acusado de organizar grupos de extermínio desde a secretaria de Segurança, e contra dois juízes acusados de participação na montagem desses grupos.
A fusão dos tribunais de Justiça e de Alçada, determinada pela Emenda Constitucional n.º 45, foi uma medida da equipe do ministro da Justiça, Mácio Thomaz Bastos, para reduzir o poder da Obra no judiciário paulista, cuja orientação excessivamente conservadora, principalmente em questões criminais e de família, é motivo de alarme entre profissionais da área jurídica.
por Henrique Júdice Magalhães
Dez fatos chocantes sobre os Estados Unidos da América
07.07.2012
Apesar de se apresentarem ao mundo como defensores dos direitos humanos no seu país e em nível internacional, os Estados Unidos cometem uma série de violações que representam o desrespeito a milhares de estadunidenses, especialmente aos mais pobres e aos negros. Neste artigo, Antônio Santos, comenta dez fatos nesse sentido.
Antônio Santos,
do Diário da Liberdade, Portugal.
1 - Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo. Apesar de compor menos de 5% da humanidade , tem mais de 25% da comunidade presa. Em cada 100 americanos, um está preso.
Desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controlo social: à medida que o negócio das prisões privadas se alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destes cárceres são também na prática donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior da prisão por salários inferiores a 50 centavos de dólar por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar uma pastilha elástica. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.
2 - Cerca de 22% das crianças americanas vivem abaixo do limiar da pobreza
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem "segurança alimentar", ou seja, em famílias sem capacidade econômica de satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3 - Entre 1890 e 2012 os EUA invadiram ou bombardearam 149 países
É maior a quantidade dos países do mundo em que os EUA intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de 8 milhões de mortes causadas pelos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado (como no caso do Brasil em 1964 ) e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, que conquistou o Nobel da Paz, os EUA têm neste momento mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.
4 - Os EUA são o único país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos pela empresa, é prática corrente que as mulheres americanas não tenham direito a nenhum dia pagonem antes nem depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença de maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia com zero semanas.
5 - 125 americanos morrem a cada dia por não poderem pagar qualquer tipo de plano privado de saúde
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de americanos não têm), então, tem boas razões para recear mais a ambulância e os cuidados de saúde que lhe vão prestar, que um inocente ataquezinho cardíaco. As viagens de ambulância custam em média 500 euros, a estadia num hospital público mais de 200 euros por noite, e a maioria das operações cirúrgicas situadas nas dezenas de milhares, é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e como o nome indicam, terá a oportunidade de se endividar até às orelhas e também a oportunidade de ficar em casa, fazer figas e esperar não morrer desta vez.
6 - Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres que viviam em reservas índigenas, foram esterilizadas, contra sua vontade pelo governo americano
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças, com índios e colonos a partilhar placidamente o mesmo peru à volta da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmo imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA puseram em marcha um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito numa língua que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem o ato ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo a levar a cabo esterilizações forçadas ao abrigo de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e mais tarde contra negros e índios.
7 - Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA
Para além de ter que jurar que não é um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do "Partido Comunista", se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada "terrorista". Se responder que sim a qualquer destas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por "prova de fraco carácter moral".
8 - O preço médio de um curso superior numa universidade pública é 80 000 dólares
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que acrescidas de juros, levarão em média 15 anos a pagar. Durante esse período os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e ainda assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel-prazer, sem o consentimento ou sequer a informação do devedor. Num dia deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juro e no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes americanos ascendeu a 1,5 trilhões de dólares, subindo assustadores 500%.
9 - Os EUA são o país do mundo com mais armas de fogo por habitante: para cada 10 americanos, há 9 armas
Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: no resto do planeta, há 1 arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, 9 para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões. E esta estatística tende a se extremar, já que os americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.
10 - Há mais americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin
A maioria dos americanos são cépticos; pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% dos norte-americanos acredita. Já a existência de Satanás e do inferno, soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Esta radicalidade religiosa explica as "conversas diárias" do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-candidato Rick Santorum, que acusou os acadêmicos americanos de serem controlados por Satã.
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